Os homens têm uma prevalência mais elevada de papillomavirus humano oral oncogênico (HPV) do que mulheres, e aumento da prevalência com o número de sexual oral com seus parceiros(as) e do tabaco , de acordo com um estudo publicado outubro no Annals do Oncology. Gypsyamber D’Souza, Ph.D., da escola de Johns Hopkins de saúde pública em Baltimore, e de dados obtidos de 2009 a 2014 . Os investigadores detectaram o DNA oral de HPV em 3.5 por cento de todos os 13.089 adultos com idade de 20 a 69 anos incluídos no estudo; o risco da vida do cancer orofaríngeo era baixo em 37 por 10.000. Do total de pacientes , 8.1 e 2.1 dos homens de 50 a 59 anos tiveram uma infecção oral por DNA de HPV oncogênica ou uma infecção por HPV16 , respectivamente, mas somente 0.7 por cento desenvolveram o câncer orofaríngeo . Os homens tiveram uma prevalência mais elevado de HPV oral oncogênico do que as mulheres. A elevada prevalência, (14.9 por cento) foi visto nos homens que atualmente são tabagistas e que tiveram cinco ou mais parceiros (as)sexual durante a vida.

Understanding personal risk of oropharyngeal cancer: risk-groups for oncogenic oral HPV infection and oropharyngeal cancer
G D’Souza T S McNeel C Fakhry
Annals of Oncology, mdx535, https://doi.org/10.1093/annonc/mdx535

Published: 19 October 2017

 

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Aula vacinas de HPV

Vacina para HPV em 2017:  Desde o início da vacinação, em 2014, até junho deste ano, foram aplicadas 18 milhões de doses na população feminina de todo o país. Na faixa etária de 9 a 15 anos, no mesmo período, foram imunizadas, com a primeira dose, 10,7 milhões de meninas, o que corresponde a 74,7% do total de brasileiras nesta faixa etária. Receberam o esquema vacinal completo, de duas doses, recomendado pelo Ministério da Saúde, 7,1 milhões de meninas, o que corresponde a 47% do público-alvo.

Já em relação aos meninos, de janeiro a junho deste ano, 853.920 mil adolescentes de 12 a 13 anos se vacinaram com a primeira dose da vacina de HPV, o que corresponde a 23,6% dos 3,61 milhões de meninos nessa faixa etária que devem se imunizar.

Desde 2014, época da inclusão da vacina HPV no Calendário Nacional de Imunização, o Programa Nacional de Imunizações, do Ministério da Saúde, vem realizando ações voltadas para o alcance das metas de coberturas vacinais (80%) na população alvo. Para isso, estão sendo realizadas parcerias com as sociedades científicas e trabalho conjunto as igrejas, organizações não-governamentais e com a mídia. O objetivo é esclarecer sobre o HPV como problema de saúde pública no país e a importância da vacinação, como a mais relevante estratégia para prevenção dos cânceres de colo uterino, vulva, pênis, anus e orofaringe. Além disso, o programa Saúde na Escola, parceria conjunta dos Ministérios da Saúde e Educação, tem como um dos seus objetivos facilitar a vacinação contra o HPV em ambiente escolar.
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Imunização Para HPV em Homens 2017

Imunização Para HPV em Homens 2017:

 

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Novidades em HPV 2017:

O médico apenas trata a doença causada pelo HPV como as verrugas genitais e lesões no pênis, pele escrotal, virilha e reto e canal anal.

A infecção pelo HPV diagnosticada por métodos de biologia molecular e sem lesões no exame físico específico realizado por urologista treinado e pela Peniscopia, não precisa ser tratado e se chama infecção latente pelo HPV (em outras palavras poderíamos dizer que o vírus “adormece” dentro da célula e não existe replicação viral).

Quem combate verdadeiramente o vírus é o sistema imune do indivíduo infectado.

Em condições habituais, o HPV demora em média cerca de 12 meses (de 8 meses a 24 meses) para ser eliminado do organismo.

Na infecção latente, não existe risco de passar o vírus para outras pessoas.

Leia mais PDF HPV 2017:

HPV nos homens – Einstein 2017

 

Porque os meninos devem ser vacinados contra o HPV?

O Ministério da Saúde anunciou na semana passada que, a partir de 2017, incluirá meninos de 12 a 13 anos na campanha de vacinação contra o HPV, o vírus do papiloma humano, sexualmente transmissível, que causa uma série de doenças.

O plano é ampliar a faixa etária gradativamente até que, em 2020, a vacinação seja oferecida a meninos dos 9 aos 13 anos, como já ocorre com meninas desde 2014.

Segundo o Ministério da Saúde, a medida faz do Brasil o primeiro país da América do Sul e o sétimo do mundo a incluir meninos em um programa nacional de imunização de HPV.

Subtipos do vírus estão relacionados a quase todos os casos de cânceres no colo útero, o que explica o foco inicial no sexo feminino. No entanto, ainda que em números menores e sem o mesmo nível de divulgação, o vírus está também relacionado a cânceres como o de pênis, ânus e boca, tornando necessária a imunização de ambos os sexos.

PDF: meninos-hpv